sábado, 11 de maio de 2019

Investigar em História como um detective...




Em História, muitas vezes, colocam-se problemas que mais parecem uma investigação policial. Aparece uma dúvida a que somos conduzidos por vários factos ou documentos e é preciso resolvê-la como se desvenda um mistério.

Vou propor-te um problema ( ou um mistério se preferires ) que tem intrigado os historiadores.


Seria o Brasil já conhecido dos Portugueses antes de 1500?

Se observares com atenção a direcção dos ventos e correntes marítimas no Oceano Atlântico, verificas que os Portugueses aproveitaram os ventos que sopravam nessa direcção pelo que deveriam ter passado necessariamente não muito longe da costa brasileira.


Mas, se tivesse sido assim, porque é que não o saberíamos?

Não te esqueças que o rei D. João II praticava uma política de sigilo (isto é de segredo) em relação a algumas terras descobertas porque o queria esconder de outros reis.

Por outro lado D. João II, na negociação do Tratado de Tordesilhas, quis e conseguiu desviar para ocidente a linha divisória das áreas portuguesa e espanhola o que colocava o Brasil dentro da área portuguesa.

Contudo não podemos afirmar que os Portugueses conheciam mesmo o Brasil antes de 1500.

E porquê?


Porque faltam as provas, os documentos... Na investigação histórica, é necessário haver elementos que mostrem, sem qualquer dúvida, que as coisas são como parecem ser.

Assim tudo o que podemos dizer é que há alguma probabilidade de que o Brasil fosse conhecido antes de 1500. Mas não temos a certeza porque até agora, não apareceu uma prova definitiva nesse sentido.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Viagem à volta do Mundo

Este navegador prepara-se para uma viagem de aventuras pelos territórios dominados pelos Portugueses no séc. XVI. A viagem demorará vários meses pelo que é necessário cuidar de muitos pormenores para que tudo corra bem.
Ajuda-o a ultrapassar os desafios que surgem ao longo da viagem. Por cada resposta certa receberás uma moeda para carregares a tua nau com especiarias...

1 Vais partir de Lisboa, cidade pioneira dos Descobrimentos. Explica as condições que permitiram a Portugal ser o primeiro país europeu a lançar-se na expansão marítima.

2 Onde estás? Que razões levaram os Portugueses à conquista desta cidade? 3 Quem conseguiu passar pela primeira vez este cabo?

4 Precisas de água e mantimentos para prosseguir viagem. Nesta costa encontraste uma feitoria. Que produtos podes levar daqui para Portugal?

5 Descobriste um novo território. Que nome lhe deram?
6 Avistas ao longe outros navios portugueses que regressam da Índia. Que produtos trazem?
7 Cuidado! A passagem deste cabo é uma tormenta. Sabes quem o passou pela primeira vez?
8 Paraste novamente para reabastecer o navio com água e mantimentos. Aqui encontraste alguns povos africanos. Como vivem?
9 A próxima paragem será na Índia. Já estás a pensar nas riquezas que vais encontrar! Indica quatro produtos que podes levar para Portugal.
10 Chegaste a Calecute. Quantas moedas juntaste? Vais comerciar com os hindus, mas não te esqueças de guardar algumas moedas para comprar mantimentos. Afinal tens que pensar no regresso!...

quarta-feira, 1 de maio de 2019

A vida a bordo das naus

No tempo das Descobertas, a vida a bordo das naus era muito difícil. Na viagem que Vasco da Gama fez à Índia, os tripulantes da frota passaram por alguns sofrimentos: tiveram enjoos, doenças, aguentaram fortes tempestades e calmarias sem fim.
No seu dia a dia os marinheiros trabalhavam por turnos. Havia que tratar das velas, lavar a coberta, bombear água. Uma das mais importantes tarefas de bordo era vigiar o relógio de areia (ampulheta). Todos os dias, acertavam-no pelo sol e, com regularidade, viravam-no assim que se esgotava a areia num dos lados.
Os tripulantes alimentavam-se de carne salgada, peixe seco, presunto, biscoito, vinho, animais vivos e água doce.
A ocupação dos tempos livres era uma preocupação dos navagantes. O padre, que ia a bordo, fazia leituras em voz alta, organizava cerimónias religiosas e representações de teatro. Também se jogava às cartas e aos dados.
Um dos perigos das longas viagens era o escorbuto, doença provocada pela falta de vitamina C e que muitas vezes levava à morte.

Vasco da Gama

Desafio: Imagina-te um escrivão a bordo de uma nau de viagem à Índia e relata o dia a dia dos marinheiros. Não te esqueças de referir: os perigos, as tempestades, as doenças, os divertimentos e as alegrias da chegada.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

O rei D. João I

Nasceu em Lisboa em 1357, filho bastardo do rei D. Pedro e de uma senhora galega, Teresa Lourenço. O pai só o conheceu aos seis anos, altura em que o tornou Mestre da Ordem Religiosa e Militar de Avis. Subiu ao trono por eleição nas Cortes de Coimbra de 1385.
O Mestre de Avis não nasceu rei: aprendeu. E não nasceu herói: fez-se. Foi um homem inteligente e com muito mérito. Foi o rei da "Boa Memória" porque o seu nome lembra independência, portuguesismo, expansão da fé.
Casou com uma dama da alta nobreza de Inglaterra, D. Filipa de Lencastre. Os seus filhos, os Infantes, foram personagens famosas que se distinguiram por diversos feitos. Camões, na sua obra Os Lusíadas, chamou-lhes a Ínclita Geração.
Desafio: Partindo do que estudaste nas aulas tenta responder:
Que méritos e que qualidades descobres neste rei?
Poderemos chamar-lhe herói? Justifica.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

A arte de navegar no século XV

No início do século XV, os navegadores utilizavam embarcações muito frágeis; as mais vulgares eram a barca e barinel. Estavam equipadas com velas quadradas, permitindo apenas uma navegação costeira, com ventos favoráveis.
Não podiam aventurar-se com elas no Oceano Atlântico porque não suportavam os ventos fortes e as correntes marítimas. Começaram a usar então um novo barco: a caravela. Era maior e tinha velas triangulares o que permitia bolinar com ventos contrários.
Quando navegavam junto à costa, os Portugueses orientavam-se com a bússola, que lhes indicava os pontos cardeais. Serviam-se também de mapas, chamados portulanos ou cartas de marear onde se marcavam os nomes dos portos marítimos, o recorte das costas marítimas e as rotas comerciais.
Mas a navegção atlântica colocou novos problemas de orientação aos Portugueses. Afastadas da costa, as bússolas não eram exactas e para determinar a posição do barco, os marinheiros passaram a recorrer às estrelas. Para isso, serviram-se de instrumentos como o astrolábio, o quadrante e a balestilha. A este tipo de navegação dá-se o nome de navegação astronómica.
Desafio: Indica três dificuldades sentidas pelos marinheiros portugueses no Atlântico
Menciona uma das vantagens da caravela sobre a barca.

Os conhecimentos geográficos dos Portugueses no séc. XV

No séc. XV, os Europeus nada conheciam do mundo fora da Europa. Mas tinham uma grande curiosidade pelo resto do mundo, sobretudo pelo Oriente, onde julgavam haver riquezas fabulosas. Da África conheciam apenas o norte; pensavam que mais a sul o calor tórrido impedia a existência de pessoas. O Oceano Atlântico, na sua imaginação, estava povoado de ilhas com seres monstruosos.
Desafio: Indica um continente totalmente desconhecido dos europeus no séc. XV. Diz qual o continente que lhes suscitava maior curiosidade. Refere como imaginavam os europeus os mundos desconhecidos

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Roupas e Tecidos

Depois da comida, a maior necessidade das pessoas é o vestuário. Por isso a indústria de lã e o comércio dos tecidos eram as maiores actividades económicas da Europa medieval a seguir à agricultura e à alimentação.
Os camponeses - de longe o maior sector da sociedade - usavam roupas simples que não mudavam de estilo. A peça de roupa fundamental era uma bata ou camisa comprida, franzida na cintura.
O vestuário era muitas vezes feito de lã das ovelhas da família, fiada e tecida em casa. Para as pessoas mais ricas, as roupas eram mais complicadas, e nos séculos XIV e XV as modas mudavam bastante depressa. Mas havia regras. As saias nunca eram acima do tornozelo, embora os decotes pudessem ser bastante grandes.
Em geral as mulheres usavam o cabelo coberto. Os homens podiam exibir as suas pernas, com meias e casacos curtos.
Os camponeses usavam tamancos feitos em casa ou andavam descalços. Alguns usavam grossas solas de madeira ou de cortiça para não andarem com os pés na lama. Também se podia comprar meias com solas de madeira ligadas (os sapatos com saltos apareceram mais tarde).
Os sapatos macios de biqueira longa não eram nada práticos. As leis ditavam o comprimento máximo das biqueiras, mas as pontas de alguns sapatos eram tão compridas que tinham de ser amarradas à perna com uma corrente!
Desafio: Consideras prático o vestuário utilizado nesta época? Dá a tua opinião.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Saúde e Medicina

Na Idade Média morria-se de doenças e infecções que hoje são fáceis de curar. A esperança média de vida era de menos de quarenta anos e a taxa de mortalidade das crianças era muito elevada. A medicina era muito diferente do que é hoje: era uma mistura de crenças religiosas e uns poucos conhecimentos dos antigos Gregos, que chegaram à Europa através da obra de sábios islâmicos.
Os livros de cura recomendavam remédios baseados em ervas, fórmulas mágias e feitiços. Alguns acreditavam que as estrelas influenciavam a saúde, outros que a doença era um castigo de Deus. Contudo muitas "curas" faziam mais mal do que bem.
Diz-se que a Peste Negra foi o pior desastre humano da história europeia. Trazida pelas pulgas dos ratos, rapidamente contagiava o homem que dificilmente resistia a esta praga. Ao mesmo tempo as más condições de higiene contribuíam também para esta mortalidade.
Desafio: achas que a medicina nos dias de hoje está mais evoluída? A tua professora de História quer saber a tua opinião.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

A Educação na Idade Média

Na Idade Média a maior parte das pessoas não ia à escola. A educação era prática; as crianças aprendiam apenas aquilo de que necessitavam para a sua vida útil. Os rapazes do campo aprendiam a cultivar, a tratar dos animais e a reconstruir casas. As raparigas aprendiam a fiar, a tecer e a cozinhar. Antes do séc. XIII, poucos nobres e suas mulheres sabiam ler e escrever. Mas alguns mandavam os seus filhos para as escolas dos mosteiros, onde se tornavam monges e cultos. Aprendiam a ler e escrever em latim e a aritmética era ensinada com números romanos.
Diz a História que os professores desta época eram severos e até cuéis para com as crianças pois achavam que o saber devia ser incutido à força. Aprender era principalmente decorar.
Desafio: Diz o que pensas sobre o modo como educavam os jovens nesta época.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Passatempos e Diversões na Idade Média

A vida no castelo era por vezes fria, frequentemente desconfortável, mas nunca aborrecida. Havia sempre algo a fazer e, após um dia de trabalho, o nobre e a família divertiam-se com jogos. Dois dos preferidos eram a caça e as justas.

A caça assumia várias formas, algumas das quais ainda hoje existem, mas a mais nobre era a altanaria: o nobre soltava aves de rapina domesticadas, como por exemplo falcões, que capturavam pássaros mais pequenos. A caça com cães era também muito popular. Os falcões, cães e outros animais de caça eram muito estimados, levando uma vida melhor do que muitos seres humanos pobres.

No entanto, o desporto mais fascinante era o torneio das justas. Tratava-se de uma competição na qual os cavaleiros lutavam, uns contra os outros, montados nos seus cavalos. À medida que se iam aproximando dos seus adversários, baixavam as lanças compridas e faziam pontaria para os derrubar.

Desafio: Gostarias de viver nesta época e participar num destes torneios? Dá a tua opinião.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Banquetes Medievais

Em datas festivas ou quando o senhor tinha convidados nobres, era tempo de banquete no castelo!
As ementas parecem-nos estranhas: enquanto hoje se dividem os alimentos (peixe, carne e sobremesa) em pratos individuais, naquele tempo misturava-se o doce com o salgado. A garça assada e a cabeça de porco podiam aparecer na mesa ao mesmo tempo que uma tarte de natas, ovos, tâmaras e ameixas, extremamente doces.
As pessoas mais ricas gostavam do tempero com especiarias. Estas não serviam para disfarçar o sabor de algum ingrediente apodrecido, pois os alimentos eram, geralmente, bastante frescos: as refeições eram muito condimentadas por ser essa a forma de cozinhar que estava então na moda. O preço das especiarias era muito elevado, logo a comida condimentada era sinal de riqueza e de luxo.
Nos castelos mais luxuosos, as refeições podiam ser totalmente acompanhadas de música, mas normalmente os músicos tocavam apenas nos intervalos de cada prato.
Desafio: Dá a tua opinião sobre os banquetes desta época.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Os Castelos Portugueses

Durante o período da reconquista construíram-se muitos castelos por toda a Península Ibérica. Em Portugal foram construídos tanto por parte dos cristãos como por parte dos Muçulmanos. Os castelos eram, sobretudo, importantes postos de vigilância e de defesa. Localizados no alto de elevações e feitos de pedra e de madeira, asseguravam a defesa de vastas regiões. Naquele tempo, quando desejavam avançar no terreno, os exércitos portugueses eram obrigados a tomar fortificações mouras. Para isso, cercavam-nas e utilizavam armas de assalto especiais.
Ainda hoje, por todo o país, existem vestígios desses antigos castelos; muitos estão em ruínas, outros foram modificados. No entanto, se os visitares podes aprender muito acerca da sua importância e do dia a dia dos que lá viveram.
Desafio: Refere o tipo de armas utilizadas no tempo da Reconquista Cristã.